Pular para o conteúdo principal

Dicas CEAGESP: Cenoura e abacate estão mais em conta essa semana (25/5)

Saiba quais legumes comprar em maio



Todos os meses, o calendário agrícola mostra quais os produtos que estão em seu melhor período de colheita, a que se chama também de sazonalidade. Com isso, vários alimentos encontram-se mais frescos e com preços mais em conta, devido à sua maior oferta.

O mês de maio traz vários legumes que logo remetem à ideia de outono, com seus dias ensolarados mas mais curtos e temperaturas amenas, e que nos convidam a preparar diversos pratos para enfrentar o frio da noite, como ensopados e caldos. Veja alguns deles:

Abóbora japonesa: também conhecida como cabochá, tem casca rugosa de um verde escuro e polpa de cor laranja. Bastante versátil, entra muito em receitas doces como salgadas. É rica em fibras, vitamina A e C, potássio e magnésio. Dela se aproveita tudo, da casca às sementes, sendo que essas últimas são ricas em vitamina E, zinco e ainda possuem propriedades antioxidantes.

Abóbora de pescoço ou seca: é uma das maiores variedades comercializadas no mercado brasileiro, sendo possível encontrar unidades com até 15 kg. De casca lisa, polpa grossa e quase sem sementes, é muito utilizada para fazer doces. Também é indicada para preparar purê e pães, como ingrediente de sopa e vai muito bem assada no forno. Rica em betacaroteno, ajuda a prevenir diversos tipos de câncer e doenças cardíacas.

Abobrinha brasileira: De casca lisa com listras verde-claro e amarelo-claro, é um legume rico em fósforo, cálcio, ferro, vitamina A, vitaminas do complexo B e fibras, sendo esse último importante para as funções intestinais. Leva este nome em homenagem às curvas da mulher brasileira – mais fina em cima e mais redonda embaixo. Entra muito bem no preparo de molhos de macarrão, tortas de liquidificador ou simplesmente refogadas com legumes e carnes.

Batata doce amarela: de casca fina e polpa amarela ou alaranjada, esse tubérculo tem ação antioxidante, desintoxicante, antiinflamatória e ainda ajuda a combater o ganho de peso, o envelhecimento precoce e o surgimento de doenças crônicas. Pode ser cozida com casca e é uma boa opção para quem pratica atividade física, pois serve como fonte de energia para o trabalho muscular e ajuda a prevenir lesões. Possui baixo índice glicêmico e também aumenta as defesas do corpo.

Cará: Parente do inhame, esse tubérculo é rico em carboidratos e contém uma grande quantidade de vitaminas do Complexo B e fibras solúveis. Os nutrientes encontrados no cará fortificam os nervos, estimulam o apetite e o crescimento e auxiliam no processo digestivo. Ainda ajuda a regulam a absorção de açúcar e os níveis de colesterol no sangue. É indicado para entrar no preparo de pães e bolos doces e salgados, além de sopas e assados de carne. Quando cozido, pode substituir o pão no café da manhã ou no lanche da tarde.

Chuchu: Há quem vire a cara para ele, mas este legume é uma rica fonte de vitaminas, minerais, antioxidantes e excelente fibra dietética, que dá sensação de saciedade e ajuda quem quer perder peso. Controla ainda os níveis de açúcar no sangue e ajuda a manter o coração saudável, diminuindo os níveis de colesterol. Pode ser preparado tanto cozido como assado, como ingredientes de ensopados e como acompanhamento de refogados. O suflê de chuchu é também uma ótima pedida.

Ervilha torta: com comprimento de 3 a 7 centímetros e sabor mais doce e suave quando comparada à ervilha enlatada que a maioria das pessoas consome, é caracterizada por ser uma vagem que pode ser consumida mesmo após passar do ponto de maturação. Pode ser integralmente consumido, e de diversas formas: in natura, cozido, ao vapor e até assado. Seu sabor doce e suave se intensifica de acordo com o tipo de preparo. É rica em vitamina C, fibras, ferro e zinco, tem ação anti-inflamatória, antioxidante, diminui a pressão arterial e reduz o colesterol.

Inhame: enquanto o cará é grande e tem casca quase lisa, o seu primo inhame é pequeno e tem a casca cheia de mini raízes que lembram pelos. Pode ser comido cru, cozido, frito, assado, em sopas ou purês, e vai muito bem como acompanhamento de verduras a peixes, ou até mesmo no preparo de bolos, pães e sorvetes. Seu valor nutritivo muito maior do que as batatas. É uma boa fonte de vitamina B e potássio.

Jiló: é um fruto riquíssimo em vitamina A, C e do complexo B, além dos minerais como cálcio, magnésio, ferro, fósforo e potássio. Seu sabor amargo pode não ser do agrado de muitos, mas suas propriedades benéficas à saúde são bastante interessantes: tem ação digestiva, limpa o sangue e ajuda a combater problemas provenientes de colesterol e diabetes, além de casos de diarreia, febre, gripe, intestino preso, resfriados e úlceras na boca. Para manter suas propriedades é preciso cozinhá-lo no vapor ou em pouca água, ou mesmo frito. Deixá-lo cortado em quatro partes de molho na água com sal por 15 minutos ajuda a reduzir o amargor.

Mandioca: esse raiz de casca áspera e fina com polpa branca não pode ser consumida crua, devido às toxinas presentes, que por sua vez são eliminadas quando passa pelo processo de cozimento. É excelente fonte de carboidratos, vitamina B9, vitamina C, magnésio, manganês e cobre. Ajuda a combater problemas relacionados à pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, enxaqueca, tensão pré-menstrual e calvície. Depois de cozida, a mandioca pode entrar no preparo de diversos pratos doces e salgados muito presentes na culinária brasileira.

Mandioquinha: também conhecida como batata baroa, cenoura amarela ou batata salsa, este tubérculo de casca fina e polpa amarela é excelente fonte de fibras que ajudam a reduzir os níveis de colesterol no sangue, combate a obesidade e ajuda nos casos de prisão intestinal. Tem ação anti-inflamatória, antioxidante, antifúngica e anticancerígena e possui ainda altos níveis de vitamina C, B, K e E. Mais nutritiva e menos calórica que a batata inglesa, ela pode entrar no preparo de ensopados, refogados de legumes ou mesmo para fazer bolos, pães e salgadinhos.

Comentários