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Conservar o solo hoje é garantir o alimento de amanhã

Neste domingo, 15 de abril, é celebrado o Dia Nacional da Conservação do Solo, mais uma importante data para nossa conscientização. A data é uma homenagem ao conservacionista norte-americano Hugh Hammond Bennett (1881-1960), considerado o "pai da conservação do solo" nos Estados Unidos e um modelo para todas as outras nações.


Para entender melhor sobre a importância da data, vamos analisar a seguinte situação. Por dia, são comercializados em todos os entrepostos da CEAGESP, centenas de alimentos. E nas unidades armazenadoras, são guardados toneladas de grãosSão produtos que abastecem o estado de São Paulo e alguns estados vizinhos. Já parou para refletir sobre a importância da preservação do solo para a produção desses alimentos? Sem um solo bem cuidado, não haverá produção de alimento e, consequentemente, milhares de pessoas não terão o que comer.

Tanto na agricultura como na pecuária, conservar o solo está ligado diretamente à utilização de práticas adequadas para a promoção do uso sustentável da terra. Fatores como a erosão e o uso de agrotóxicos são grandes problemas na atualidade, porque como exemplificamos, sem solo não há produção de alimento, e quanto maior for a escassez de alimentos, maior se torna a preocupação com uma população que não para de crescer.

Na última quinta-feira (12), foi realizado em Brasília o seminário "Conservação do Solo: Sustentabilidade na produção de alimentos e na segurança hídrica" e de acordo com o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, o Brasil tem boas práticas de conservação de solos, como por exemplo, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), mas ainda precisa ser mais divulgado entre agricultores. E acrescentou que 33% dos solos do mundo estão degradados, sendo 14% somente na América Latina. 

Segundo Bojanic, 95% dos alimentos vêm da terra e, por isso, a importância da conservação do solo e do aumento em 60% da produção de alimentos com qualidade, pois em 2050 a previsão é que a população mundial seja 29% maior que a atual.

Para  o pesquisador da EMBRAPA, Aloísio Andrade, a desertificação é "uma degradação que ocorre em ambiente áridos e semiáridos" e que no Brasil, este processo é maior na região Nordeste.  E assim como Bojanic citou, Andrade explicou que a tecnologia existente no país é capaz de preservar o solo e recuperar as terras degradadas, sendo possível dobrar a produção agrícola sem a necessidade de desmatamento.


Confira a matéria completa sobre o seminário "Conservação do Solo: Sustentabilidade na produção de alimentos e na segurança hídrica" clicando aqui.

Ouça a entrevista com o pesquisador da EMBRAPA, Aloísio Andrade, para a rádio EBC, clicando aqui. 

Fontes: Nações unidas.org e Rádio EBC / Imagens: Internet