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Índice CEAGESP apresenta queda de 1,37% em janeiro. Volume comercializado cresce 2,2%



O Índice de preços da CEAGESP encerrou o mês de janeiro com baixa de 1,37%. As constantes chuvas, naturais para o período, prejudicaram as culturas de legumes e verduras resultando em fortes altas. Já o setor de frutas foi beneficiado pelo clima e com boa oferta de produtos de qualidade, apresentou acentuada queda, fazendo com que o índice registrasse baixa.


Em janeiro, o setor de frutas registrou baixa de 6,86%. As principais baixas foram nos preços do abacate geada (-67,8%), do limão taiti (-45,7%), do figo (-27,8%) e do maracujá azedo (-26,7%). As principais altas ocorreram com a ameixa argentina (25,4%), manga tommy atkins (24,7%), banana maçã (19,9%), banana prata (13,2%) e com a laranja lima (12,3%).

O setor de legumes registrou forte alta de 15,74%. As principais altas ocorreram com o cará (54,1%), com os pepinos caipira, comum e japonês (média de 44,7%), com o tomate cereja (49,0%), com o chuchu (42,7%), com a vagem macarrão curta (37,1%), com os tomates (36,0%) e com a abóbora japonesa (35,4%). As principais baixas ocorreram com os pimentões vermelho e amarelo (média de -36,0%), com a berinjela japonesa (-24,7%) e com o pimentão verde (-22,3%).

O setor de verduras apresentou alta de 6,80%. As principais altas foram do coentro (55,6%), da rúcula (40,0%), da rúcula hidropônica (24,9%), da couve-flor (24,0%), da beterraba com folhas (21,2%) e das alfaces hidropônicas crespa, lisa e mimosa (média de 20,8%). As principais baixas foram da escarola (-18,5%), da salsa (-10,7%) e do nabo (-8,0%).

O setor de diversos (alho, cebola, batata, coco seco, ovos) apresentou redução de 2,73%. As principais baixas ficaram por conta do alho estrangeiro chinês (-19,3%), dos ovos brancos (-9,6%), dos ovos vermelhos (-7,3%) e do coco seco (-4,7%). As altas ocorreram com a cebola nacional (6,8%), com as batatas (4,9%) e com o amendoim com casca (4,8%).

O setor de pescados teve alta de 3,92%. As principais altas foram do namorado (43,7%), das pescadas (média de 22,0%), do cascote (21,4%), da betara (20,7%) e da corvina (20,0%). As principais baixas ocorreram com a lula congelada (-3,4%), com o salmão (-2,6%) e com o polvo (-1,9%).

O volume comercializado no entreposto de São Paulo totalizou 277.886 toneladas ante 271.930 negociadas em janeiro de 2017. Crescimento de 2,2%, influenciado principalmente pelo setor de frutas que apresentou crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Já em relação à dezembro, mês que historicamente apresenta o maior consumo de frutas do ano, houve retração na demanda, favorecendo a queda nos preços.

Tendência
O Índice CEAGESP fechou o mês de janeiro em baixa, influenciada pela redução dos preços nos setores de Frutas e Diversos. As chuvas ocorridas no mês favoreceram estes setores, mas prejudicaram o de Legumes e Verduras, que sofreram forte alta pela redução da oferta. A previsão dos meteorologistas para o mês em curso é de continuidade das chuvas, com possibilidade de chuvas fortes, mas em quantidades um pouco menores que as ocorridas em janeiro. A cultura das frutas continuará favorecida pelo clima quente, com frutos de qualidade e preços bons para o consumidor.

Índice CEAGESP
Primeiro balizador de preços de alimentos frescos no mercado, o Índice CEAGESP é um indicador de variação de preços no atacado de Frutas, Legumes, Verduras, Pescado e Diversos. Divulgados mensalmente, os 150 itens da cesta foram escolhidos pela importância dentro de cada setor e ponderados de acordo com a sua representatividade. O Índice foi lançado em 2009 pela CEAGESP, que é referência nacional em abastecimento.